Da Mulher de Ló e da Síndrome do Café Requentado

 

Da Mulher de Ló e da Síndrome do Café Requentado

 

Pensar muito em passado e futuro pode roubar o tempo produtivo.
Melhor abençoar e agradecer o passado e deixá-lo em seu lugar. Lá, bem lá para trás, à beira do caminho, ainda mais quando traz inibição, limitação ou desesperança.


E, então, esperar o melhor do senhor futuro pensando que venha trazendo coisas boas e alegrias. Mas, sobretudo, viver verdadeiramente centrada no presente.


O melhor lugar do mundo é aqui e agora.


Andei refletindo como às vezes o comodismo prende ao passado e trava a abertura de portas diferentes, impede a vivência de opções novas e originais, outras escolhas.


Como pode ser difícil "queimar meus navios" e partir em busca de outro porto, a travessia simbolizada na carta do seis de espadas: já se deu a partida, não tem mais volta. Estamos ao sabor das ondas do mar e ainda não sabemos como e onde iremos aportar.


Ao me sentir cancerianamente, saudosamente, romanticamente, tentada a me abraçar aos doces, conhecidos e sedutores braços do passado

já conheço os passos desta estrada, sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor

sou logo socorrida pela história bíblica da mulher de Ló, que quando criança ouvia aterrorizada sentadinha no banco da Igreja.

Embora advertida, a mulher de Ló não resistiu, olhou para trás e... ... deu no que deu: virou aquela estátua de sal. A aridez do sal e a paralisia (estátua) que vem do medo *pavloviano* de que se repita algo difícil ou doloroso.


Pode-se, congelada na insegurança dos ventos da mudança e confortavelmente (ou não) instalada na poltrona cautelosa *do elemento terra*, do *conhecido*

alguém me avisou pra pisar neste chão devagarinho...

... relutar à construtiva reafirmação da vontade de aquarianamente prosseguir em frente, livre, leve e solta dos condicionamentos, largando mão das amargas amarras passadas.
E, então, é preciso firmemente pedir:
Eu quero e vou estar hoje e sempre, liberta da "síndrome do café requentado". Encomendo, Cosmos, uma profusão de pó de café novo e fresquinho para ser saboreado com alegria e em boa e fértil companhia, de preferência.

“Hoje eu vou fugir de casa...Vou deixar alguma coisa velha esparramada pelo chão”...

Para obter mais informações, visite o site da Astróloga Lourdinha Biagioni: www.gold.com.br/~capella

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Trabalho elaborado por Lourdinha Biagioni - Nov/2002


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